19 de janeiro de 2014

Marcele Cambeses e a "Sinfonia" do "Destino Trocado".

Sobre...
A autora:
- Marcele Cambeses, 22 anos.
- Reside em Rio de Janeiro - RJ
- Assina seus livros como Marcele Cambeses
 
Sou uma carioca fanática por gatos, nasci em 12 de março de 1991 e, como prova de que ninguém se conhece por completo, estou prestes a concretizar um sonho de vida que não mais me satisfaz: me formar em Direito. Como podem perceber, sou jurista totalmente a contragosto e, hoje, escritora amadora com convicção. Acredito na Literatura como um instrumento para a transmissão de boas mensagens, sou apaixonada pelas metáforas e por visões de mundo inovadoras. Sonho em ser útil através das minhas palavras.
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Entrevista

1.  Esta é sua primeira entrevista a algum blog.
Não. Desde a época em que decidi divulgar a minha história nas comunidades de webnovelas, já dei algumas entrevistas virtuais. A mais recente foi para uma matéria da Universidade Veiga de Almeida sobre livros saídos da internet.

2. Quando você teve a ideia de começar a escrever houve algum motivo especial para isso, alguém da família que já escrevia ou te incentivava a ler, ou você só queria colocar algumas ideias no papel? Conte-nos um pouco sobre sua experiência.
Eu escrevo versinhos bobos desde a primeira série primária. Meus pais até chegaram a me dar um caderninho para que eu escrevesse as minhas poesias, músicas e paródias. Apesar de isso ser um indício de que eu demonstraria alguma veia literária no futuro, sempre encarei a escrita como um hobby e concentrei as minhas energias em conseguir uma vaga para cursar Direito. Foi no meu vestibular que tudo mudou. Eu fiquei tão maluca com as maratonas de estudo que, do nada, comecei a me distrair com um documento velho que eu tinha no computador (e que eu odiava, vê se pode!). E, de tanto me verem entretida com isso, minhas amigas de escola começaram a acompanhar avidamente a trama em execução. Assim, surgiu o Sinfonia, num surto. Quando eu vi, tinha escrito o primeiro volume de uma série e mudado a minha vida no sentido de ser reapresentada a mim mesma a cada parágrafo que eu rabiscava. Hoje, é a literatura que me preenche a alma enquanto, por ironia, o meu sonho jurídico na Uerj se demonstrou um e-nor-me equívoco. Vai entender essas trapaças da vida...

3.  Quantos livros você já escreveu e em geral quais temas você procurou abordar?
Por enquanto, só escrevi esse monstrinho de mais de 700 páginas, o Sinfonia. Já tenho toda a série idealizada na cabeça e, no momento, está em execução o primeiro spin-off dela. Os temas, no geral, formam uma salada de gêneros. Tenho projetos fantásticos e policiais para o futuro, mas, na Destino Trocado, que é New Adult, gosto de abordar assuntos mais cotidianos: a faculdade, os primeiros estágios, o convívio entre as pessoas, a aceitação do outro e de si mesmo, a homossexualidade, o amor, as amizades sinceras e as sugestivas, os estereótipos, enfim, todo esse material tão rico que a própria vida em sociedade nos proporciona. Aliás, há um “cheiro” de sobrenatural na DT também, mas até isso será visto da forma mais próxima possível da realidade, apesar de esta ser, de alguma maneira, um conceito subjetivo. O cerne de tudo é o amadurecimento perante as adversidades.

Sinopse:

Após o estressante vestibular, Naty, uma menina meiga e um tanto incomum, se depara com um universo completamente novo ao ingressar na Escola de Ensino Superior Fluminense. Contudo, em um lugar onde diversidade é a palavra de ordem, conseguiria ela manter seus ideais e sobreviver à nova selva? Para tanto, conta com a ajuda de dois grandes amigos: Dan, um calouro muito carismático e divertido, que entra para mexer com todos os seus conceitos, e Babi, veterana capaz de fazer até o mais conservador se soltar e cair na festa. Sob a ótica gradativa de um narrador oculto, Sinfonia mostra as aventuras desse trio e outras cinco personagens durante os dois primeiros anos de convívio, morando na universidade.

4.  Você se inspirou em algum outro autor, ou autora, para escrever seus livros?
Infelizmente, não. Eu sou super retardatário no quesito leitura, por isso não tive como me inspirar em ninguém. Além de ter escrito o meu livro de repente e sem saber que o fazia, como eu disse, eu não fui uma leitora ávida durante a infância e a adolescência; só acompanhava a saga Harry Potter e lia os livros extraclasse. Foi a partir de 2010 que eu comecei a ler mais (amém! Antes tarde no que nunca! – risos) e me apaixonei perdidamente pelos clássicos ingleses e pelo Zafón. Assim que eu me formar, pretendo correr atrás do prejuízo. Sem leitura, não dá pra ficar.

5.  Foi difícil até que você conseguisse achar uma editora que publicasse seus livros? Como foi sua experiência com os leitores e o retorno que você recebeu?
Vai parecer maluquice, mas, até então, eu sequer procurei. O máximo de contato editorial que tive foi com a pequena empresa que diagramou o meu livro. Preferi não lançar com eles porque os nossos objetivos eram diferentes, paramos por aí. Acontece que eu tenho total noção de que fiz o contrário do que recomendam a autores estreantes: 1- escrevi uma obra enorme, 2- que não é volume único, 3- e, ainda por cima, subverti a estrutura clássica da narração quando criei o “narrador progressivo” da minha série. Em resumo, eu “implorei” mais ainda pela recusa já tão normal das editoras. No entanto, eu devia uma publicação aos leitores maravilhosos que conquistei na internet desde 2009 com as postagens da história no orkut. Motivada pelo apoio deles, julguei que o caminho certo para mim, no momento, era a autoria independente (que eu considero um estágio profissionalizante da carreira literária, no meu caso, antes de mostrar a obra a qualquer editora). Aonde eu chegarei com isso, ainda não faço ideia. Só sei que está sendo extremamente gratificante receber resenhas tão positivas de sites que eu admiro há tempos, assim como de novos e dos meus antigos leitores. Estou muito feliz com isso.

6. Enquanto criava seus personagens se inspirou em algum conhecido, em suas características físicas ou psicológicas? Estou curiosa, aposto que os leitores também, para saber se você tem algum cast em mente para os personagens.
Alguns amigos próximos insistem em dizer que sim, que tirei manias/peculiaridades deles para criar fulano ou beltrano, mas a resposta é não. Conformem-se, amigos (risos). Como eu disse, o processo de criação do Sinfonia foi espontâneo; eu só descobri que estava fazendo um livro, ou melhor, uma série, quando acabei de escrever o primeiro volume. Então, os personagens realmente foram surgindo sozinhos, permitindo, pouco a pouco, que eu os conhecesse bem. Acho muito gostosa essa descoberta gradual, sabe? Porque, assim, fica mais difícil estereotipar as reações dos personagens com base no que você determinou que eles têm que ser. Eles ganham vida própria e se revelam cada vez mais ao longo da autoria.

7.  Está com algum projeto novo em andamento?
Por conta da monografia e dos demais afazeres que o fim da minha graduação está exigindo, tive que dar uma parada no meu projeto em andamento. Ele consiste no primeiro spin-off da minha série de livros, a Destino Trocado, e conta o passado de uma das minhas protagonistas como uma espécie de prólogo a algumas das tramas que virão no livro dois. O título é “Katzen”, e eu pretendo retomá-lo muito em breve, se possível durante a pesquisa de campo que eu quero fazer para ele em Florianópolis. Estou morrendo de saudades de “ter DR” com o meu word durante o processo criativo (risos). Escrever texto acadêmico de Direito não é pra mim, gente! Socorro! 

 
*Recado da Marcele Cambeses para novos escritores...
 
Direi a frase que eu criei para o meu convite de formatura: “Sem a devida lapidação, somos apenas potenciais. Na liberdade de forma, somos artistas por inteiro”. Por favor, nunca se esqueçam disso. O aprimoramento é preciso para se profissionalizar e lapidar o que vocês amam fazer. No entanto, jamais deixem que as regras ou qualquer conceito prévio limitem as suas criações. Escrever é libertar a alma, sem máscaras e sem moldes fixos. Sempre. 


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